Receitas Rápidas com que impressionar?

Consegue imaginar o ar surpreso dos seus amigos, ou até da sua namorada, quando lhes servir um delicioso Cocktail de Camarão? (só não lhes conte que apenas demorou 10 minutos na cozinha...!).

Para preparar com tempo e ter sempre à mão de qualquer ocasião, porque não preparar e congelar?

No dia é só cozinhar e servir como se tivessem sido acabados de fazer! Uma boa dica são os Crepes de Legumes, coloridos e estaladiços. Que tal?!

Porque adoçar o palato é adoçar a alma e porque nenhuma refeição está completa sem a sobremesa.

Experimente as diversas receitas de sobremesas disponíveis - da mais complexa à mais simples, todas prometem encher-lhe as medidas e tornar a sua refeição num momento mais feliz!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Macarons - Origem, Tipos e Dicas

O Macaron é um doce francês feito à base de merengue, açúcar em pó, açúcar granulado, amêndoa em pó ou farinha de amêndoa e corante em gel. É comumente recheado com ganache, buttercream ou compota, entre as duas conchas, tendo surgido ao longo do tempo outras variaçoes (salgadas, por exemplo).

O nome Macaron deriva da palavra italiana macarone, maccarone ou maccherone, o merengue italiano.

A intricada confecção é caracterizada pela sua suavidade, uma superfície lisa, uma circunferência enrugada (chamada de pé ou "pied") e uma base plana. São ligeiramente húmidos e derretem na boca facilmente.
São encontrados em diversos sabores, desde os mais tradicionais (chocolate, framboesa) até aos mais exóticos (matcha, foie gras).



Breve História

Ainda que o Macarons seja predominantemente uma confecção francesa, existe muito debate acerca da sua origem.
A Enciclopédia Larousse Gastronomique cita que os macarons foram criados em 1791 num convento perto de Cormery.
Alguns traçam a sua origem até à chegada dos pasteleiros italianos de Catarina de Médicis, trazidos em 1533 após o casamento com Henrique II de França.
Só após 1830, os macarons passaram a ser servidos em par, com a adição de compotas, licores e especiarias.
O macaron como o conhecemos nos dias de hoje, composto por dois discos de merengue de amêndoa recheados com buttercream, ganache ou compota, eram originalmente chamados de "Gerbet" ou "Macarons Parisienses".



Tipos de Merengues e Tipos de Macarons

Existem actualmente dois tipos principais de macarons - o método italiano e o método francês (existindo também o método suíço, não tão popular). Ambos o métodos produzem os lindos e deliciosos macarons como os conhecemos.
De qualquer forma, existem algumas diferenças subtis na forma e no sabor dos dois tipos. Para o consumidor, ambos são igualmente deliciosos, e o que interessa verdadeiramente é qual o método que nós preferimos e somos capazes de concretizar enquanto pasteleiros.



Técnicas
O nome atribuído aos métodos derivam dos merengues utilizados - Francês ou Italiano.
O Merengue Francês envolve bater as claras cruas e o açúcar até obter um merengue fofo e arejado. Em contraste, o Merengue Italiano envolve fazer uma calda com açúcar e água que é vertida sobre as claras enquanto estas batem. É algo traiçoeiro de se fazer e requer, para maior facilidade, uma batedeira de suporte. Daí algumas pessoas acharem que o método francês é mais simples, considerando-o o mais amigável para quem começa.


Estabilidade

Ainda que o Método Italiano possa ser mais complicado e com mais passos, na realidadde produz um merengue muito estável para usar durante a difícil "macaronage", quando os ingredientes húmidos e secos são envolvidos. Contrariamente, o Merengue Francês pode ser mais fácil de alcançar mas na fase de "macaronage" dificulta por ser tão delicado. É muito fácil envolver demasiado o merengue francês e levar a massa a resultados indesejados. O Merengue Italiano acaba por ser o mais utilizado nas pastelarias graças à sua estabilidade.

Comparando grandes pasteleiros, na Laduree é utilizado o método francês e na casa Pierre Herme é utilizado o método italiano.

Aparência

No método Italiano, as conchas apresentam um aumento mais vertical enquanto no método francês a superfíce é mais achatada. A temperatura de cozimento do próprio método Francês afecta o desenvolvimento do "pé" que fica com maiores bolsas de ar e um aspecto mais enrugado. Em contraste, com o método italiano obtém-se um "pé" mais suave, com bolsas de ar delicadas.


Sabor

Para além das diferenças visuais, em termos de sabor, os macarons realizados pelo método francês são menos doces,  menos elásticos e sabem mais a amêndoa graças à baixa percentagem de açúcar para amêndoa.


"Qual é o melhor método?"

É puramente um opção pessoal. Quando se aprende o método francês é fácil realizar o método italiano e anular qualquer passo mais traiçoeiro.
Alguns pasteleiros afirmam, no entanto, que o método italiano tem passos desnecessários que resultam na mesma confecção.
Não pode ser negado que resultam em produtos diferentes, logo o "melhor" vem de cada preferência.


Um bom Macaron começa com um Bom Merengue!

A diferença entre um bom Macaron e um Macaron magnífico começa no merengue.
Use o merengue com que se sinta mais confortável e trabalhe a partir daí.


Claras: Envelhecer ou Não

Não é propriamente necessário envelhecer as claras se cozinharmos o merengue. As claras precisam de estar à temperatura ambiente. Existem dois tipos de receitas: uma em que se batem as claras e se envolvem na amêndoa e outra em que as claras são separadas em partes iguais em que uma é junta à amêndoa e outra é batida e envolvida depois. Geralmente, esta última falha.


Farinha de Amêndoa

Ao triturar a amêndoa num robot ou num processador de alimentos, é fácil passar do ponto de farinha e iniciar o ponto de manteiga. Como prevenir este processo? Juntar o açúcar em pó ao processo de triturar a amêndoa e triturar tudo junto. Ao juntar o açúcar em pó, acabamos por absorver a humidade que se gera no triturar da amêndoa.
Após este triturar, peneire a mistura. Queremos excluir quaisquer pedaços maiores, em prol de uma crosta lisa e brilhante.
Importante: mesmo que compre amêndoa em pó não dispende passá-la pelo robot com o açúcar.


"Devo deixar os meus Macarons repousar na bancada antes de cozer?"

Sim. É importante que os macarons repousem antes da cozedura. Este tempo de repouso gerará uma ligeira crosta seca nos macarons que fará com que os mesmos, ao cozer, tenham um "pé" mais definido, e uma crosta mais lisa e brilhante.


Armazenamento

Como guardar Macarons? Aguentam-se lindamente à temperatura ambiente por dois dias, sem recheio, dentro de uma caixa hermeticamente fechada.
Caso os recheie, procure consumi-los no próprio dia, ou no prazo máximo de um dia. Dada a sua sensibilidade, começarão a absorver o recheio, perdendo a crocância e tornando-se em algo mole.



E agora?
Tem tudo para começar os seus macarons? Procure uma boa receita com a qual se sinta confiante e mãos na massa! Estes pequenos doces podem parecer difíceis, mas garanto, todo o trabalho vale bem a pena!



Fontes:
http://www.indulgewithmimi.com/french-vs-italian-meringue-macarons/
http://thebakedequation.com/the-fear-of-making-macarons/
https://en.wikipedia.org/wiki/Macaron

Fotos: Trabalhos realizados pela Chef Vânia Costa e alunos no decorrer das suas formações no Atelier Com Amor & Carinho

terça-feira, 7 de julho de 2015

Churros e Chocolate Quente

A receita e as fotos são, ainda, do tempo da faculdade. Mas é agora, a pedido de uma aluna, que volta à baila...
Deliciosos Churros, numa adaptação de Cocktail de Chocolate Quente.
Toca a experimentar! 


Ingredientes:

(churros)

  • 200g de farinha
  • 250 ml de água 
  • 50g de manteiga 
  • 3 ovos
  •  Óleo para fritar q.b. 
  • Açúcar e Canela para polvilhar
 (chocolate quente)
  • 200 ml natas
  • 200 ml leite meio-gordo
  • 100 g chocolate preto com 70% cacau





Preparação:
Num tacho leve ao lume a água e a manteiga. Deixe ferver. Mal comece a ferver, adicione a farinha e mexa até descolar do tacho. Coloque a massa numa tigela e deixe arrefecer um pouco. Junte os ovos e comece a bater, até que fique uma massa uniforme. Coloque a massa num saco ou numa seringa de pasteleiro e utilize a boquilha larga e frisada. 
Frite tiras desta massa em óleo quente. Utilize uma tesoura para cortar os churros no tamanho que pretende. Deixe fritar de ambos os lados até que fiquem bem fritos. Depois, coloque-os num prato com papel absorvente para retirar o excesso de óleo .
Num prato, misture açúcar com canela em pó. Passe os churros por esta mistura. E estão prontos a servir.
Prepare entretanto o chocolate quente. 

Para o chocolate quente, pique o chocolate grosseiramente e reserve. 
Num tacho, junte as natas e o leite e leve ao lume até ferver. Retire do lume e verta sobre o chocolate picado. Mexa com uma vara de arames até o chocolate derreter. Vá mexendo com uma colher até engrossar ligeiramente. Retire do lume e coloque em copos de cocktail com os rebordos molhados em açúcar. Sirva de imediato. 



quinta-feira, 21 de maio de 2015

O 90º Aniversário da Portugália - 90 anos de uma vida em grande



Foi com imenso prazer que fui convidada a participar no evento comemorativo dos 90 Anos da Portugália!
Um evento cheio de glamour, aos estilo vintage que se impunha no celebrar de um nascimento em 1925.


Muita música, muita festa, um discurso brilhante, um reboliço social de muitas caras conhecidas, adeptos, amigos e fãs e claro... muito boa cerveja! Não fosse esse o ex-libris da nossa Portugália!


Que venham mais 90 anos, que nos encontremos sempre, para beber a cerveja fresquinha, degustar o tenro e suculento bife que faz parte da história, ou aquela açorda! Que sejam prósperos, autênticos, brilhantes!

Obrigada Portugália!



Um pouco sobre a Portugália:

"A Portugália Cervejaria comemora, no próximo dia 10 de junho, 90 anos de existência. Para celebrar este marco histórico, a Portugália Cervejaria na Avenida Almirante Reis, o primeiro espaço da marca, abriu portas a 19 de maio para um evento de comemoração, que contará com a presença colaboradores, entidades parceiras e representantes de instituições.

Há 90 anos presente na vida dos Portugueses, a Portugália Cervejaria caracteriza-se por ser um espaço 100% Português, que procura oferecer aos seus clientes uma refeição diferente, num lugar com história e de estórias, onde a tradição se alia à moderninade e inovação, proporcionando a todos os clientes momentos de prazer.

Dois anos depois de construída a Fábrica de Cerveja, em 1914, aquando a Primeira Guerra Mundial onde Portugal se junta aos aliados (o que cria um grande sentimento antigermânico por terras Lusas), a marca passa a denominar-se Portugália.

1ª Portugália Cervejaria

Neste contexto surge necessidade de criar um espaço, dos clientes e para os clientes, que lhes permitisse, enquanto aguardavam pelo enchimento dos seus barris, conviver e degustar petiscos e cerveja avulso. Nasce assim a  primeira Cervejaria Portugália, a 10 de junho de 1925, num espaço anexo à Fábrica de Cerveja Portugália, à data, um dos locais mais apreziveis e bem frequentados da cidade de Lisboa.

Rapidamente, a Portugália Cervejaria descobre e implementa uma nova forma de consumir cerveja em Portugal: acompanhada de croquetes, marisco e dos que viriam a tornar-se os tão famosos bifes Portugália.


Ex-libris da capital Portuguesa

Decorria o ano de 1933 quando a Portugália é um dos locais eleitos para as gravações de um dos pilares do cinema Português, “A Canção de Lisboa”. O terraço localizado no terceiro andar, foi



assim  o palco da famosa cena do filme onde Vasco Santana dá voz ao conhecido “Fado do Estudante”.

Anos mais tarde, entre as décadas de 40 e 50, a Portugália Cervejaria torna-se um dos ex-ilibris da capital portuguesa. Local com ambiente descontraído e boémio, por onde passaram grandes e ilustres figuras de renome nacional como Amália Rodrigues, Vasco Santana, Humberto Madeira e Raul Solnado, onde os clientes podiam usufruir de uma animada tarde de cinema ao ar livre no terraço, ou mesmo de uma divertida partida de bilhar no primeiro andar.

Inicio da expansão da marca

Anos mais tarde, no final da década de 90, a Portugália Cervejaria inicia um novo ciclo, com a expansão da marca, a novas regiões do pais. A sua adaptabilidade às novas tendências de consumo tornam-na na maior cadeia de Cervejarias em Portugal, com 11 Portugália Cervejaria em território nacional, 1 Portugália Cervejaria em Macau e 14 Portugália Balcão, uma ideia que surge pela necessidade de adaptar o conceito ao mercado, mantendo a tradição e qualidade dos tradicionais pratos da Portugália Cervejaria, com um serviço diferenciado que permite servir refeições mais rápidas e mais económicas.

A Portugália Cervejaria é hoje uma empresa consolidada no mercado, a par das marcas La Brasserie de L’Entrecôte, Cervejaria Ribadouro e Cervejaria Trindade, todas integrantes da Portugália Restauração.

Marcas do Grupo Portugália Restauração

La Brasserie de L’Entrecôte

Em 1998, o Grupo Portugália adquire a marca La Brasserie de L’Entrecôte. Com origem em Geneve, na Suíça, onde se inspirou no conceito de prato único tendo por base o entrecôte, a Brasserie de L’Entrecôte chega a Portugal, com detalhes de sofisticação, requinte e bom gosto que a destacam do conceito que a originou.
La Brasserie tem por base um conceito de menu único, onde a refeição começa com uma salada, seguida do prato principal “o Entrecôte”. Um prato confeccionado com um molho especial de 18 ingredientes, feito à base de ervas aromáticas, mostarda “Dijon” e finas especiarias. La Brasserie de L’Entrecôte oferece ainda uma selecção dos melhores vinhos e deliciosas sobremesas.
Atualmente, a La Brasserie de L’Entrecôte conta já com seis espaços – Amoreiras, Foz do Douro, Marina de Cascais, Parque das Nações, Campo Pequeno e Chiado.


Cervejaria Ribadouro

Fundada em 1947, a Cervejaria Ribadouro é, desde então, uma das marcas da Portugália Restauração.
Conhecida como a Tradicional Cervejaria e Marisqueira Lisboeta, com pratos que vão muito além do marisco, a Cervejaria Ribadouro prima pelo serviço e ementa genuínos, de qualidade e tradição, com mais de 60 anos, e também por proporcionar aos clientes uma refeição inesquecível. 
À porta do Parque Mayer, a Ribadouro é há décadas um destino inevitável tanto para o público - à saída dos espetáculos - como para artistas, que fazem da Cervejaria um lugar de convívio.


Cervejaria Trindade

Fundada em 1836 no espaço do refeitório da antiga ordem conventual da Santissima Trindade, a Cervejaria Trindade, da responsabilidade do Grupo Portugália Restauração desde 2007, é a mais antiga das cervejarias portuguesas.
Considerada, desde 1986, Património Cultural da Cidade de Lisboa e desde 1997, Património de Relevante Valor Histórico-Cultural, pela Direção Geral do Turismo, a Cervejaria Trindade detém ainda, desde 1987 uma medalha de Mérito Turístico no grau Prata atribuída pela Secretaria de Estado do Turismo pela prestação de serviços relevantes para o turismo Português."





segunda-feira, 11 de maio de 2015

Herdade do Esporão - dois vinhos, um azeite, o Linguine e o Chocolate

Um patrocínio, um presente, uma dádiva da Herdade do Esporão...
Sabores frescos, fortes, marcantes... 
Um azeite único e perfumado, dois vinhos, aromáticos, refrescantes, complexos...




Linguine Nero di Sepia à Bulhão Pato de Amêijoas e Gambas

Ingredientes:
  • 500g Linguine Nero di Sepia
  • 400g de Gambas
  • 400g de Amêijoa
  • 150g de Cogumelos Brancos
  • 8 dentes de Alho
  • Azeite Herdade do Esporão Biológico Olival dos Arrifes q.b.
  • Sal q.b.
  • Pimenta preta q.b.
  • Mistura de Alho&Malagueta desidratados q.b.
  • Coentros frescos q.b.



Preparação:

Comece por cozer a massa seguindo as instruções da embalagem.
Enquanto a massa coze, prepare o restante.
Pique os dentes de alho e refogue-os no azeite. Salteie as gambas, apenas até estarem coradas. Retire as gambas e reserve. 
No mesmo azeite, abra as amêijoas. Quando todas abrirem, retire e reserve. 
Lamine os cogumelos e salteie-os nos sucos das gambas e das amêijoas. Tempere. 

Junte as gambas e as amêijoas aos cogumelos e junte a massa já cozida. 
Envolva, junte os coentros picados e deixe apurar.
Sirva acompanhado de Herdade do Esporão, Branco, Duas Castas - Arinto e Gouveio, 2014, bem fresco.


O azeite, o chocolate... Combinação improvável, combinação perfeita!

Trufas de Chocolate e Azeite

Ingredientes:
  • 400g de chocolate negro mín. 70% cacau
  • 200ml de natas
  • 80ml de Azeite Herdade do Esporão Biológico Olival dos Arrifes
  • 1 pitada de Flor de Sal
  • Cacau em Pó q.b. 


Preparação:

Leve as natas ao lume até ferverem. Retire do lume e envolva o chocolate até derreter. 
Junte o azeite e a flor de sal, envolva e leve ao frio até solidificar.
Com a ajuda de uma colher de sopa, retire pequenas porções de massa e molde as trufas entre as mãos. Passe-as pelo cacau em pó e sirva-as bem frescas.



Fica por testar o Herdade do Esporão, Branco, Verdelho, 2014, que se fará acompanhar igualmente bem futuramente.

O nosso agradecimento à Herdade do Esporão, por nos ter enviado tão magníficos produtos, que nos proporcionaram deliciosos momentos.

Conheça estes e outros produtos em:
https://www.facebook.com/esporaoworld
http://esporao.com/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Bolo Ópera

Um doce, um dos preferidos dos franceses! Composto de Biscuit Joconde com calda de café, coberto com camadas de creme de manteiga de café e ganache de chocolate, esta sinfonia de sabores é um dos bolos mais conhecidos no mundo.

A história começa em 1955, com Cyriaque Gavillon, um confeiteiro francês proprietário da Dalloyau, uma das mais antigas casas gastronómicas de França. Ele revoluciona os códigos da confeitaria: chega de bolos redondos, grandes e extravagantes. Cyriaque Gavillon trabalhou a sua nova criação sobrepondo diferentes camadas aparentes numa altura mínima. Queria criar uma sobremesa requintada em que todos os sabores pudessem ser desfrutados numa única dentada. Coberto com folhas de ouro comestíveis, a Dalloyau populariza uma sobremesa de conotações chiques e refinadas.

Cyriaque Gavillon batiza a sua sobremesa em homenagem à Ópera Garnier, em Paris. 

Depois da Dalloyau, é a vez de Gaston Lenôtre criar a sua própria versão do ópera em 1960 e reivindicar a autoria. Segue-se uma rivalidade por vários anos sobre a verdadeira origem do bolo. Alguns até acreditam que Cyriaque Gavillon teria inclusivé copiado uma receita: a do bolo de Clichy apresentado durante uma exposição culinária em 1903 por Louis Clichy. Seja o que for, o ópera foi nomeado como tal e ficou famoso pela Dalloyau. E continua a ser hoje uma das mais famosas sobremesas francesas. A sua diversidade de sabores e a sua sofisticação fazem dele um símbolo do know-how francês em confeitaria.

(informações retiradas do site FranceFeel)



Ingredientes:
(Biscuit Joconde)
  • 8 ovos (4 inteiros, 4 separados em gema e clara)
  • 220g de amêndoa moída em pó
  • 275g de açúcar
  • 100g de farinha 
(Ganache de Chocolate)
  • 170g de chocolate mín. 60% cacau
  • 120ml de leite
  • 40ml de natas
  • 1 colher (sopa) + 1 colher (chá) de manteiga
(Xarope de Café)
  • 200ml de café espresso
  • 75g de açúcar fino
  • 5g de café instantâneo em pó
(Creme de Manteiga de Café = Merengue + Creme de Manteiga + Creme Final)

Merengue

  • 125g de açúcar
  • 40g de água
  • 70g de claras
Creme de Manteiga
  • 5 gemas
  • 240g de açúcar
  • 100ml de água
  • 360g de manteiga amolecida
Creme Final
  • 10g de café instantâneo em pó
  • 20ml de café espresso forte à temperatura ambiente
(Brilho de Chocolate)
  • 200g de chocolate
  • 50g de margarina
  • 50g de óleo

Preparação:

(Biscuit Joconde)
Pré-aquecer o forno a 200ºC. Untar 3 tabuleiros de torta com papel vegetal untado.
Combinar os ovos, as gemas, as amêndoas e 175g de açúcar. Bater por 15 minutos em alta velocidade.
Colocar este preparado numa tigela larga e reservar.
Bater as claras em castelo com o restante açúcar até se formarem picos firmes.
Adicionar as claras ao preparado das gemas envolvendo suavemente.
Gradualmente, adicionar a farinha e envolver.
Verter 1/3 da massa em cada tabuleiro e levar ao forno durante 10-12 minutos.
Retirar e arrefecer.

(Ganache de Chocolate)
Picar grosseiramente e colocar numa taça. Levar ao lume o leite e as natas até ferver. Verter sobre o chocolate e adicionar a manteiga. Mexer até obter um creme suave e brilhante, Reservar.

(Xarope de Café)
Juntar todos os ingredientes e mexer até dissolver o açúcar na sua totalidade.

(Creme de Manteiga de Café)
Merengue: Levar ao lume 100g de açúcar com a água. Fazer uma calda que atinja os 118ºC. Entretanto, bater as claras com as 25g de açúcar restantes até obter picos firmes. Juntar a calda já pronta em fio e bater em velocidade máxima até que atinja a temperatura ambiente (10-15 minutos).
Creme de Manteiga: Bater as gemas em velocidade baixa. Levar ao lume o açúcar e a água até obter 118ºC. Juntar a calda às gemas e bater em velocidade máxima, até obter uma mistura pálida. Reservar. Bater a manteiga até estar leve e suave. Juntar as gemas e bater em velocidade baixa até estar com uma textura leve. 
Creme Final: Juntar o merengue ao creme de manteiga. Juntar o café instantâneo dissolvido no espresso ao preparado e envolver com suavidade.

(Brilho de Chocolate)
Levar todos os ingredientes a derreter em banho-maria, envolvendo muito bem, até obter um creme liso e brilhante.

(Montagem)
Colocar o aro rectangular sobre os biscuits e cortar os excessos. Colocar o aro num tabuleiro. Posicionar a primeira camada do bicuit e pincelar com o xarope de café. Colocar metade do creme de manteiga de café e alisar com uma espátula.
Com cuidado, colocar a segunda camada de biscuit. Pincelar com o xarope de café.  Espalhar a ganache sobre o biscuit. 
Colocar a terceira camada do biscuit e pincelar novamente com o xarope de café. Verter o restante creme de manteiga de café sobre o biscuit e alisar com a espátula. 
Refrigerar para estabilizar, no mínimo 1 hora.
Retirar o aro do redor do bolo. Colocar o brilho sobre o bolo e alisar duas ou três vezes com a espátula e deixar estabilizar no frio.
Cortar fatias com uma faca mergulhada em água quente e seca.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Bolo de Maçã Caramelizada e Canela com Queijo Creme

As camadas sobrepõem-se assim, de forma controlada, alinhada e simples, como a vida e o tempo... Intercalamo-as com um doce creme de queijo, porque a nossa vida tem que ter momentos assim...

O espaço físico do Sabores da Alma tem-me levado todo o tempo e a raiz do que foi um outrora um sonho, hoje realidade, tem ficado aos poucos e poucos de parte... O blog foi ficando lentamente abandonado, com o tempo a sumir-se por entre os dedos e as horas que passam sem que possamos agarrá-las ou voltar atrás...
Não me arrependo, em nada, do que 2014 trouxe para mim... O Sabores da Alma tem sido o meu sonho orgulhoso e vaidoso, que posso mostrar e exibir de coração cheio!

Contudo, foi aqui que tudo começou, é aqui que quero estar... e aqui estou, com um bolo delicioso que faz parte da nossa panóplia de bolos diários por aqui.


Ingredientes:
(bolo)
  • 100g + 300g de açúcar
  • 4 maçãs grandes
  • 125ml de leite
  • 400g de farinha
  • 300g de manteiga
  • 6 ovos
  • 2 col. (chá) de fermento
  • 1/2 col. (chá) de bicarbonato de sódio
  • 1 col. (chá) de canela
(recheio)
  • Compota de Maçã Assada (ou outra compota de maçã bem aromática)
  • 400g de queijo creme à temperatura ambiente
  • 150g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
  • 120g de açúcar em pó



Preparação:
(bolo)
Levar as 100g de açúcar ao lume. Assim que estiver derretido e ligeiramente dourado, adicionar as maçãs picadas grosseiramente. Deixar cozinhar, em lume brando, até as maçãs começarem a a desfazer-se e tiver uma textura de compota. Tirar do lume e arrefecer. 
À parte, misturar a farinha com o fermento, o bicarbonato e a canela. Reservar.
Numa taça, bate a manteiga e o restante açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Adicionar os ovos um a um, batendo muito bem entre eles. Juntar a farinha e o leite, alternadamente. Por fim, adicionar o caramelo com a maçã. 
Deitar o preparado numa forma, untada, e levar ao forno a 180ºC durante cerca de 60 minutos.
Desenformar e deixar arrefecer.

(recheio)
Bater a manteiga e o açúcar até ficar com um creme esbranquiçado. Juntar o queijo creme e continuar a bater até se obter um preparado homogéneo.

(montagem)
Cortar o bolo em 3 camadas. Colocar sobre a camada de baixo uma porção de recheio. Colocar sobre o recheio alguma compota de maçã e espalhar, sem misturar os recheios. Colocar mais uma camada de bolo e repetir o processo dos recheios. Colocar a última camada de bolo. Espalhar restante creme sobre a superfície do bolo com a ajuda de uma espátula. Finalizar com crocante de avelã, praliné de amêndoas, raspas de chocolate, crocante de caramelo, etc.

(inspirado num bolo de um suplemento da revista Faça Fácil Cake Design)






terça-feira, 25 de novembro de 2014

Obrigada Royal!

É tão bom receber presentes! 


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